uma forma mais ZEN de enfrentar o trabalho

Texto original: http://zenhabits.net/zen-work/
No trabalho, muitas vezes enfrentamos situações estressantes, projetos terríveis, colegas irritantes, chefes frustrantes, um número enorme de tarefas e mensagens, trabalho entediante, etc .

O trabalho em si não é estressante – é apenas uma ação que é tomada ou que precisa ser tomada. É a nossa reação ao trabalho que faz com que o estresse aconteça, ou seja, a nossa mente deseja que as coisas sejam diferentes.

Não é o fluxo constante de interrupções que é frustrante – eles são apenas eventos que acontecem ao nosso redor, como uma folha que cai ou um pássaro voando. É a nossa exploração em, em nossas mentes, para a tarefa que estávamos fazendo que nos interrompe.

Nossos colegas de trabalho e chefes não são o problema: eles são apenas outros seres humanos tentando fazer o melhor que puder neste mundo. É a nossa ideia que  eles devem de alguma forma se comportar de uma certa maneira, que eles devem fazer o seu melhor para nos fazer felizes, que nos causa raiva e irritação.

Não é que nós temos um número esmagador de tarefas e mensagens que nos deixa triste – é a nossa reação a esse número. É apenas uma lista de coisas, ou um telefone tocando, ou uma caixa de entrada com uma lista de mensagens.

Essas coisas são inofensivos. Mas quando nos apegamos à idéia de que podemos fazer tudo, e que temos de lidar com tudo isso de uma só vez, nós nos tornamos estressados, porque, obviamente, nós não podemos.
Nós só podemos fazer uma coisa, porém nossas mentes estão em todos elas.

Então, qual é a solução? 

Quando você deixar as idéias de como as coisas deveriam ser, como as outras pessoas devem se comportar para te fazer feliz, como você pode fazer tudo de uma vez … então os problemas vão embora. Eles simplesmente não existem.

Existem outros problemas, é claro – você ainda precisa fazer o trabalho.Mas as frustrações, estresse, raiva, irritação, sentimentos de opressão .

Deixe a pressa de lado para errar menos

A pressa é inimiga da perfeição. Aprenda a fazer as coisas com calma e atenção para errar menos

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Vida Simples

A velocidade é o novo padrão de comportamento adotado por quem deseja ter sucesso, ser aceito pela sociedade. Mas nada melhor do que um pouco de lucidez para não ser simplesmente sugada pelo sistema. Que tal entender bem o que se passa antes de entrar nesse jogo e simplesmente ser consumido, sem mesmo se dar conta de que podemos agir no mundo de maneira diferente?

Focos de resistência

Alguém muito lúcido propôs, no final dos anos 80, um movimento em sentido contrário à velocidade latente. Foi fundado na Itália, levado para a França e depois para o resto da Europa, o movimento conhecido pelo nome de Slow Food, que significa literalmente “comida lenta”, em um evidente contraponto ao “fast food”.

Hoje, a Slow Food International Association (www.slowfood.com) espalha suas idéias pelo mundo. O movimento, que usa como símbolo um caracol, prega que as pessoas devem voltar a comer e beber devagar, dando-se tempo para saborear os alimentos, transformando a refeição em um momento de encontro e a paz. Acompanhar o preparo do alimento, interagir com a família, sem pressa e com satisfação, essa é a idéia.

O Slow Food está servindo de base para um movimento maior, inicialmente chamado Slow Europe. Sua idéia é questionar a pressa do mundo, a loucura na sociedade imposta pela globalização e pela velocidade da informação proporcionada pela Internet.

Aliança com o tempo

“Pense antes de fazer, planeje seu trabalho, organize-se, e só então faça”, dizia o engenheiro americano Frederick Taylor, no início do século 20, quando criou as bases da administração moderna.

Mas o que fazemos nós? Corremos diante da necessidade de fazer mais com menos, em lugar de planejar, aprimorar a técnica, e só então fazer, rápido, mas sem pressa, saboreando cada momento como único.

A versão européia da revista americana de negócios Business Week publicou uma pesquisa que mostra que os franceses trabalham menos horas, mas são mais produtivos que seus colegas americanos e ingleses. Essa atitude sem pressa não diminui a produtividade e ainda aumenta a qualidade. Evita o risco, a insatisfação e a necessidade de refazer o trabalho.

Um jeito sábio de ser

Ter uma atitude sem pressa significa colocar mais atenção no que se faz, dedicando tempo ao que o mundo moderno está relegando a um plano secundário: a família, os amigos, o lazer, o tempo livre para simplesmente viver. O resultado é um indivíduo menos estressado e neurótico, mais leve, mais feliz e, por isso mesmo, mais produtivo.

A velocidade é precisa, a pressa é bastante imprudente. Quando o poeta Fernando Pessoa disse “navegar é preciso, viver não é preciso”, ele se referia à precisão, ao planejamento, necessários à navegação e não ao verbo precisar, sinônimo de necessitar.

*Eugenio Mussak é educador e escritor
Acesse: www.sapiensapiens.com.br

Administre melhor seus e-mails e aumente sua produtividade

Hoje, todos os profissionais sofrem com o excesso de e-mails, que além de gerar certo estresse, também prejudicam a eficiência no trabalho. Veja dicas para se organizar e não enlouquecer.

Por Christian Barbosa

Um estudo da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, divulgou recentemente que o excesso de e-mails nas empresas está relacionado com o aumento de estresse dos trabalhadores, assim como com a perda de produtividade das companhias. Segundo a professora responsável pela pesquisa, Caroline Sauvahol-Rialland, o excesso de e-mails e de informação em geral acarreta riscos sociais e psíquicos para os empregados e empobrece a empresa.

Parece assustador, mas essa é uma realidade para muitas pessoas, principalmente para aquelas que utilizam o e-mail como uma ferramenta de trabalho. É claro que o aumento da velocidade dos meios de comunicação trouxe benefícios para a sociedade em geral, porém, algumas de suas consequências preocupam. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa da qual sou CEO, a Triad PS, o brasileiro gasta em média três horas diárias para ler, organizar, classificar e depois responder os e-mails.

O e-mail, sem dúvida, é uma das tecnologias recentes que mais dominou a vida das pessoas. O problema é que ele também virou um vício. Para muitos, ficar sem e-mail por algumas horas dá tremedeira no corpo, quase um processo de abstinência. Nas empresas, o e-mail se tornou o maior ladrão corporativo da produtividade (quase empatado com as reuniões).

O uso errado do e-mail é padrão: todo mundo copia todo mundo, mensagens desnecessárias, pessoas ansiosas que mandam e-mail e conseguem ligar antes do mesmo chegar, pessoas que usam e-mail para tirar a sua responsabilidade, caixas postais lotadas e muitos outros erros que o e-mail proporciona.

Nosso foco tem de ser na redução do tempo que lidamos com e-mail e para isso existem diversas estratégias. Separei algumas que considero mais importantes para você aplicar:

Veja o seu e-mail a cada duas horas. Se você ficar com seu e-mail aberto a todo o momento, você terá mais interrupções, além de aumentar seu nível de estresse, ansiedade e vai fazer você multitarefar. Esse é o pior hábito que o profissional pode ter para perder o controle do seu tempo. Se a coisa for urgente de verdade, as pessoas vão te ligar. Se as pessoas não podem esperar duas horas para obter uma resposta sua, o seu problema não é e-mail, pense nisso.

Escreva de forma objetiva. As pessoas que recebem minhas respostas já perceberam que eu não escrevo mais do que três ou quatro parágrafos. Se o assunto é longo eu ligo ou agendo pessoalmente, não perco tempo escrevendo. Ninguém mais tem tempo e paciência para ler e-mails muito longos, pode reparar que quanto mais longo seu recado, mais tempo ele demora a ser respondido.

Meta de ver o branco da caixa de entrada. Isso significa que sua “inbox” deve ter menos e-mails do que a capacidade de uma tela, para você poder ver o branco que fica quando você tem poucas mensagens. Para isso, nesses horários foque em transformar seus e-mails em tarefas, reuniões, informações (pastas) ou simplesmente em lixo. Nada de trabalhar por e-mail, trabalhe por tarefas priorizadas.

Troque o e-mail por outros meios. A tendência é o e-mail deixar de existir nos próximos anos e isso vai acontecer pelo uso de ferramentas como Messenger, ferramentas de colaboração com um Neotriad, softwares de escritório como o Word online, compartilhamento de documentos, etc. Sempre que possível, pense em como evitar mandar um e-mail através de outra forma de comunicação.

Se for urgente, não mande e-mails. É necessário que as pessoas adotem essa política de resolver as urgências pessoalmente ou então por telefone. Isso porque, além de facilitar a organização da caixa de entrada daquele que receberia a mensagem, faz com que o problema seja resolvido muito mais rapidamente com uma conversa direta.

O bom uso do e-mail consegue definir o profissional produtivo do improdutivo.  A capacidade de lidar com as interrupções é um exercício diário de assertividade e objetividade, isso é uma questão de sabedoria na gestão do seu tempo. Procure planejar bem suas atividades e evite mensagens desnecessárias que, muitas vezes, atrapalham sua vida e daqueles com quem você compartilha este vício.

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